segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Meia Maratona de São Paulo 2014, para os fortes!

Neste mês tumultuado de fevereiro, pelo menos uma prova se safou de levar bordoada, pelo menos deste aqui (que com as pernas ainda doendo) vos escreve: a Meia Maratona Internacional de São Paulo, ocorrida no último domingo e que se não agradou a todos, pelo menos não decepcionou. Como você sabe, eu observo com lente de aumento qualquer prova da organizadora Yescom em que participo, mas só posso elogiar pelo serviço bem prestado nesta edição. Duas críticas apenas, pela baixa qualidade da camiseta, que já foi uma Adidas nas outras edições e sobre os pipocas, como você lerá adiante.

Entrega de kits muito bem organizada e eficiente no Ginásio do Ibirapuera, perto do escritório, onde foi possível retirar no próprio horário do almoço e sem atrasar para não deixar o chefe de cara feia. O valor da inscrição não era lá muito convidativo, R$ 85,00 se feito até o mês passado, mas considero justo uma vez que são 21 Km de logística de vias interditadas para a prova. Para quem correu 5 Km, aí sim considero uma inscrição cara, pois o corredor só pegava o
gostinho correndo pela Av. Pacaembú e voltava para a Praça Charles Miller, em frente ao estádio. Mas para quem continuava, o desafio apenas começava a tomar forma. Subidas e descidas, algumas bem casca-grossa, para quebrar o ritmo do corredor. Por incrível que pareça o tempo ajudou, ainda um pouco frio pela chuva da noite anterior, foi possível aproveitar até quase o final, quando os termômetros começaram a chegar perto dos 30 graus e o sol resolveu acordar.

Hidratação muito boa e bem distribuída, com água não muito gelada mas que também não estava quente. Nota zero para a Gatorade, que não consegue fazer uma distribuição organizada no Km 13, como ocorre todo ano. Corredores se empilharam sobre os tonéis já vazios, e o staff sem a menor vontade de distribuir o que ainda sobrava. Em geral o povo parecia bem animado, especialmente para enfrentar as subidas finais, que desafiavam os que não conheciam o percurso (e eu já sei de cabeça, de tanto que participo desta prova...).

Ah, o trecho do elevado... e desta vez ninguém pulou...
(das outras também não, mas deixa pra lá)


No final um pequeno recorde pessoal, mais alguns segundos, fechando em 02:17:07, em ritmo confortável durante o percurso todo. Então vamos falar dos pontos diferentes da prova...

Pipocas, para variar

Fui de transporte público, ou seja, Metrô e logo de cara percebi que tinha gente folgada por perto. Ouvi umas garotas conversando sobre corrida e uma delas disse “ah, para usar o guarda-volumes precisa fazer inscrição”. Dãããã, não é óbvio? Na verdade, para correr precisa fazer inscrição, mas achei melhor deixar a didática de lado e nem tentar explicar. Mas o que chamou a atenção foi a campanha da própria organização para coibir a prática: o tempo todo no espaço da arena ficavam falando “você aí que não se inscreveu, não tem o direito de correr e pegar medalhar, blá blá blá...”. Bom, eu sei disso, você sabe disso, até o pipoca sabe disso, só achei a maneira pouco eficiente de tentar conscientizar sobre a falta de educação coletiva. Na verdade o problema maior foi a área de dispersão, onde ninguém da organização fazia nada para impedir que os pipocas recebessem kit, Gatorade e medalha. Resumindo, por que eu paguei inscrição? Ainda vou cobrar uma explicação do organizador.

Gente, vocês são déééééééissss!

Se você começou a rir, já sabe do que se trata. Era assunto em toda rodinha de corredores após a prova: uma garota absolutamente bêbada, saiu daquela balada da Rua Olga, entre os Kms 14 e 15 e descalça, de braços abertos no meio da rua, começou com o bordão acima, para total espanto dos atletas. A “mina” mal conseguia parar em pé, imagine uma doida berrando no meio da rua enquanto o pessoal tentava se concentrar para o último ponto plano antes das subidas mais duras do percurso! Eu pensei em dar um gel de carboidrato para ela, mas além de parar mais nada naquele estômago encharcado de bebida, ia ficar sem o meu combustível para o trecho final.

Ah, moça, nós não somos “10”, nós somos “21”!!!


6 comentários:

  1. Parabéns pela prova. já fui duas vezes e gostei demais. pelo que você narra este ano parece ter sido ainda melhor.

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    1. Valeu Ernani, acho que o serviço foi bem prestado, coisa que muito organizador não tem feito ultimamente. Como é uma prova tradicional, é só não inventar moda que sai tudo direitinho.

      Bons treinos!

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  2. rsrs ... imagino a cena ... Que doideira !!!

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    1. Só vendo mesmo, aquele povo todo saudável correndo e a garota completamente "manguaçada"...

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  3. Fiz esta prova em 2008 e por conta de um caminho errado acabei chegando no local de largada com a prova já iniciada, mais ainda assim consegui largar bem e fiz abaixo de 1h20. Quem sabe em 2015 eu faço ela novamente, pois pelo que você contou, parece que foi muito boa este ano. E a medalha é bem bonita.
    Abraço e parabéns pelo recorde.


    tutta/Baleias-PR
    www.correndocorridas.blogspot.com.br

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    1. Largou bem e correu bem, parabéns, o percurso é pauleira. De 2008 para cá mudou pouco, acho que só o trecho que passa pelo Memorial, onde acrescentou uma subida bem puxada.

      Abraço e boas corridas!

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