quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Corrida Barão de Jundiahy, do quartel para as ruas

Faltando apenas uma semana para as eleições presidenciais de 2018, entre as inúmeras baboseiras divulgadas pela imprensa e outras mídias, muito se falou do “medo” dos militares. Mas para os corredores que estavam dispostos a enfrentar 5 ou 10 Km no último dia 21 de Outubro, o clima era de alegria e respeito pelo contingente do 12º G.A.C. – Grupo de Artilharia de Campanha em Jundiaí, SP, que abriu as portas para receber os atletas em um percurso duro, no melhor estilo militar.

A Corrida Barão de Jundiahy é organizada pela PROEESP, conhecido organizador de provas no interior de São Paulo, com um calendário bem interessante para quem gosta de sair um pouco da capital paulista para correr. A curta distância até Jundiaí poderia ser feita de carro no próprio dia da corrida, mas fica o conselho de passar o final de semana na agradável cidade ou nos seus belos arredores, apesar do kit poder ser retirado antes da largada. Na opção de retirada na véspera, a entrega ocorreu de forma bem organizada na loja do patrocinador principal, uma empresa de congelados da região. Foram dadas 2 opções de kits para o participante, um mais simples
(e mais em conta, obviamente) e outro com uma camiseta, viseira e sacola camufladas, para que o atleta entrasse no clima das forças armadas.

Ocorreram 2 situações confusas antes da prova, mas nenhuma delas por culpa do organizador. A primeira diz respeito aos sites de inscrição, que mantiveram disponíveis o registro e pagamento até muito próximo do dia do evento, gerando problemas para o organizador na confecção dos números de peito e até mesmo na divisão de kits. Agindo de boa-fé com os corredores, o organizador confirmava verbalmente se o kit escolhido havia sido o simples ou especial, porém nem todos os participantes retribuíram com a mesma honestidade, o que levou a faltar kits especiais. Apesar de não ter sido o meu caso, que recebi
corretamente, conversei com uma pessoa da organização que informou que os corredores receberiam os itens faltantes pelo correio. Outro problema foi o desencontro “nacional” do início do horário de verão, levando alguns (eu inclusive) a chegar uma hora mais cedo do que o necessário na área de largada da prova.

E então, no horário ajustado em apenas 15 minutos (mais a uma hora do tal horário de verão fajuto), teve início a prova com tiro de canhão para os participantes dos 5 Km e após alguns minutos com tiros de fuzil para os corredores dos 10 Km.


Largada dentro do complexo militar, passando pelas áreas internas e entrando em uma dura, dura mesmo, estrada forrada de cascalho por pelo menos 1,5 Km. Em seguida, os corredores saiam para uma avenida em Jundiaí, onde percorreriam mais uns 3 Km e fariam o percurso de volta... novamente pela estrada de cascalho, agora com subidas. 


Tudo muito bem sinalizado e organizado, com a
emocionante chegada no portal cercado por 2 obuseiros (canhões)
da guarnição. Boa dispersão e medalha muito bonita, inclusive com um imã para que possa ser pendurada até em geladeira! E o organizador teve o bom senso de avisar aos participantes que não pendurassem no pescoço caso utilizassem marca-passo...

Mais uma vez, fica o incentivo de sair do circuito normal de corridas na cidade e prestigiar estes eventos no interior. Provas mais simples, mas não por isso menos organizadas e divertidas de participar!

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