domingo, 18 de junho de 2017

7a. Meia Maratona Pague Menos Campinas... ótima!

Já não é de hoje que o conceito de viagem+corrida faz parte do meu planejamento e de mais uma legião de corredores, melhor ainda quando a viagem não sai muito caro, é perto e a corrida é acaba sendo melhor do que se esperava. Apesar da cidade de Campinas não ser um destino muito turístico, a região é bonita, agradável, de fácil acesso e recebeu no último dia 11 a 7a. Edição da Meia Maratona Pague Menos, patrocinada pela rede de supermercados que dá nome à prova. Cansado de ver sempre as mesmas opções no calendário e precisando esfriar um pouco a cabeça, a opção mostrou-se viável e lá fui conferir a cidade e a corrida.

Um item que continuo achando absurdo nas provas do interior é a impossibilidade de retirar o kit no dia do evento, mesmo que fosse somente para os que apresentassem comprovação de que não são da cidade. Preferi passar o
final de semana no local, mas caso não fosse possível teria que abortar a participação por não ter ninguém que pudesse retirá-lo na véspera. Caros organizadores, com a melhor das intenções, por favor pensem no assunto. Chegando na cidade, fui direto à loja da rede de supermercados para retirar o kit, tudo bem organizado e rápido, indo depois para a região central onde fiquei hospedado próximo da largada/chegada. Pelo menos, um ponto positivo é a farta rede de hotéis na região da corrida, o que favorece a hospedagem de quem vem de fora.

Tudo bem no horário no dia do evento, corredores concentrados na praça em um frio de 7 graus Celsius, mas com um céu sem nuvens, que prometia muito sol em breve. Como já era de se esperar,
Campinas não é uma cidade plana, e o sobe e desce começou cedo para os percursos de 6, 10 e 21 Km. Excelente hidratação com água em garrafinhas e ótima distribuição, sem aquelas tradicionais muvucas de corredores parando em cima do staff quando as coisas estão desorganizadas. Apesar de seguir por muitas ruas centrais, o percurso praticamente contorna o Parque Portugal com vista para a Lagoa do Taquaral, para quebrar um pouco da monotonia da paisagem. E mais sobe e desce, é claro.


Este aqui, ainda se recuperando de uma traqueobronquite (irresponsável, eu sei), fechou os 21 Km em 02:00:28, tendo em boa parte do percurso a companhia do colega William de São Paulo, que também encarou a viagem
para correr novamente a prova. Ao final, boa dispersão e uma segunda camiseta no kit, mas com controle de lista de retirada para não favorecer os pipocas de plantão. Parabéns organizadores, esta prova passou a fazer parte do meu calendário pelo excelente padrão de qualidade, com certeza voltarei em edições futuras.

Agora, depois de correr 21 Km, quero ver você fazer um regenerativo no pedalinho da Lagoa do Taquaral...

Dá-lhe pernas!


sábado, 22 de abril de 2017

Ué, cadê o blogueiro que estava aqui???

Posso te garantir o seguinte:

1 – não morreu
2 – tem estado bem ocupado
3 – continua correndo, e bastante!

Então, porque sumiu? Na verdade é a soma do motivo 2 + motivo 3 que estão complicando a minha vida no gerenciamento deste querido blog. Não, ele não está abandonado, apenas preciso de um tempo para tocar outros assuntos e dedicar um pouco mais aos treinamentos (e menos à provas). O fato é que recentemente poucas corridas justificavam que eu abrisse a carteira, ou melhor, digitasse os números do cartão de crédito na tela de inscrição de corridas, seja pelos preços ou pela falta de provas diferentes. E se é para ficar com as provas tradicionais, que eu não dispenso em alguns casos, não tinha muito o que acrescentar aos leitores, então resolvi continuar meu treinamento para quem sabe, daqui a algum tempo, ter uma daqueles estórias sensacionais e absurdas do tipo que eu já contei aqui.

E o treinamento neste primeiro trimestre do ano não foi nada fácil, foram mais de 600 Km pelas minhas contas (ou melhor, planilhas) que tinham como alvo a Maratona de São Paulo, mas que infelizmente não conseguiram cobrir tudo o que precisava para o desafio de baixar o tempo. Cenas do próximo capítulo, ou melhor, leia mais abaixo. Fora isso, teve musculação, natação e outras modalidades para não enferrujar os grupos musculares errados. Para completar, uns 5 Kg a menos, o que é pouco, dada a carga de treinos.


Então vamos falar um pouco das três provas que participei neste trimestre, um resumo, já que vários textos anteriores já abordaram outras edições e, sinceramente, pouca coisa mudou neste ano para os eventos. A propósito, corrida de rua tem todo final de semana, mas “pipocar” não é comigo, vou só quando estou inscrito, por este motivo a seleção a dedo das provas que participo.

Meia Maratona Internacional de São Paulo 2017: todo ano eu digo que “não vou” ou “depois resolvo” e sempre acabo fazendo inscrição. Igualmente jamais me arrependo, apesar das mudanças de percurso que a prova sofreu ao longo dos anos, culpa exclusiva das más administrações públicas da cidade, que permitem a profilefaração de áreas perigosas na região central, a prova continua muito bem organizada e abastecida. Com seus percursos de 5 e 21 Km, a altimetria não é das mais fáceis, e para completar o evento costuma cair no dia do fim do horário de verão, aquela preocupação besta de perder a hora para acordar e uma hora a mais de sol na cabeça. E que sol, derreti e perdi o ritmo, fechando em 02:24:36, péssimo tempo, mas nem todo dia estamos bem para correr.

18ª Meia Maratona Internacional da Cidade de SP: a prova continua com as características de ser plana e em época fria, com largada bem cedo, a mudança veio por conta da largada, que deixou de ser na Cidade Universitária e foi para o Jóquei Clube. Quem foi de carro perdeu a comodidade de estacionar perto da largada/chegada, pois as opções são poucas no novo local, mas o percurso permanece com sua característica de velocidade. Este aqui, irresponsável como não poderia deixar de ser, a uma semana da Maratona de São Paulo resolveu jogar tudo para o alto e pisar fundo no acelerador, terminando os 21 Km em 01:57:34, recorde pessoal, finalmente, na distância que mais gosto.


Maratona de São Paulo 2017: era para ser um daqueles dias perfeitos, mas não foi. Tudo ia bem até a metade, meu planejamento em ordem e eu mantinha um ritmo acima do esperado, assim teria uma “reserva de tempo” se diminuísse muito. E aconteceu mesmo, após o Km 21 tive um superaquecimento, apesar do clima não estar tão quente assim, mas não teve jeito, precisei andar em vários trechos. Sabe o pior de tudo? Era a cabeça que não estava legal (lembra do motivo 2?) e eu tive uma espécie de “quebra mental” no percurso. Acabei fechando em 04:48:57, muito acima do que esperava, mas ainda meu 2º. Melhor tempo nesta prova, que não é das mais fáceis.

Mesmo sem provas no radar até a SP City Marathon em Julho, a qual será apenas um treino para as demais, vou tentar trazer alguns assuntos aqui de vez em quando.

Afinal, o blog não acabou, está só se recuperando (junto com o blogueiro).

(as fotos de chegadas da Meia e da Maratona de São Paulo foram disponibilizadas pela organização da prova em parceira com o portal MídiaSport; já a foto da Meia Maratona da Cidade de SP foi gentilmente enviada por e-mail pelo site Ativo... mais um motivo para não "pipocar" em provas por aí!)