terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Maratona de Curitiba, mais uma pra conta

Sim, eu prometo, é a última de 2015, pelo menos para mim. Para quem passa sempre por aqui sabe que eu já passei dos limites neste ano, pelo menos no que se refere a maratonas: São Paulo em maio, Florianópolis em agosto, Foz do Iguaçu em setembro e agora, Curitiba. Isto sem contar as meias e outras provas de longa distância entre 21 e 42 Km... No meu ritmo de sempre, mais uma maratona concluída, e vamos aos fatos.

Com o orçamento curto para voos e outras formas rápidas de transporte, o jeito foi cobrir a distância entre as capitais paulista e paranaense de carro, um bate-e-volta de final de semana, nada aconselhável em termos normais. Mas sabe como é, crise, economia instável, etc. Cheguei em Curitiba e fui direto para a loja de esportes para a retirada dos kits, tudo bem organizado e próximo ao hotel em que ficaria hospedado. Sem disposição para muito bate-perna na cidade, rápida ida ao shopping center para almoçar e descanso, domingo tem 42.125 metros de asfalto com uma altimetria das mais cansativas.

Neste link do site Linha de Chegada é possível conferir os detalhes da prova de 2013, provavelmente o mesmo percurso desta edição de 2015, se teve alterações foram mínimas. O que interessa é que o trajeto total tem em torno de 15 Km de subidas, 17 Km de descidas e o resto é plano. Mas não pense que é plano “bacaninha”, há um trecho com retas infinitas que estraçalham a musculatura e o ânimo do corredor, coincidindo com o trecho mais chato da prova e também perto dos 30 Km, que já é desgastante o suficiente. Em 2012 eu já havia aprendido isso tudo, a diferença é que para este 15 de Novembro estava previsto um clima mais ameno e até mesmo chuva, que na proporção correta até ajuda a refrescar os atletas. E desta vez esta prova ia encontrar alguém mais experiente e preparado, coisa que em 2012 eu falhei imensamente ao me inscrever.

A largada teve um contratempo imperdoável causado pela organização: os chips seriam retornáveis, o que causou longas filas
para as 3 distâncias, 5, 10 e 42 Km. Largada atrasada, corredores que estavam na fila começaram a vaiar e alguns tiveram que abortar até mesmo as filas dos banheiros. Foi neste momento que encontrei o colega Tutta do Correndo Corridas, já preocupado com o horário de largada. Com pequeno atraso os maratonistas partiram para sua jornada, e eu, atrapalhado até dizer chega com meu celular que não colaborava e iniciava o aplicativo de cronometragem, passei o pórtico com mais de 2 minutos de atraso. Lá vamos nós, mais 42 Km.

Até o Km 20 as coisas estavam acima do que havia sido planejado, eu estava em um pace de aproximadamente 06:10 minutos/Km, o que era mais rápido do que havia pensado em fazer nesta primeira metade da prova. Foi quando cruzei com a colega Ivana do Status: Na Correria, que também estava aproveitando o tempo nublado para acelerar um pouco mais. A caldeira continuou queimando lenha em alta velocidade até o Km 28 (sempre ele!), onde precisei diminuir o ritmo e até caminhar um pouco pelo cansaço. O pior de tudo foi uma inversão de humor de meu estômago, que resolveu rejeitar alguma das guloseimas já testadas anteriormente e quase devolveu o conteúdo ao asfalto. Better out than in, como diz o Shrek.

No Km 32, como sempre, os motores voltam a funcionar e só reduzi um pouco mais à frente devido ao tempo que já ficava abafado perto do meio-dia, obrigando todo mundo
a repensar as estratégias. Deste ponto em diante, apesar da excelente estrutura de hidratação da prova, diversas equipes e até pessoas que não faziam parte do evento passaram a nos presentear com refrigerante, isotônico, balinhas de goma, paçocas e mais uma porção de regalos para nos incentivar. Atitude bacana do curitibano, vamos até relevar a meia dúzia de idiotas que ficou buzinando nos cruzamentos lá atrás, afinal, todo lugar tem paspalhos deste tipo. Cena inesquecível para mim foram duas menininhas, gritando “água”, “gelo” e me entregaram estes itens tão preciosos para quem já agonizava com o clima abafado.

As subidas e descidas não davam sossego à musculatura, e quando entrei na região do centro da cidade já estava com o motor em chamas, mas próximo da chegada. Mudei um pouco o playlist para alguma coisa mais conclusiva e fechei a prova dentro da meta de menos de 5 horas: 04:59:19. Não, eu não dobro a meta, só cumpro.

O que eu fiz neste ano, especialmente no segundo semestre, realmente não é aconselhável. Foram 4 maratonas, sendo 3 no segundo semestre.


Mas tudo tem um motivo, então, aguarde...

4 comentários:

  1. Parabéns, Cláudio, por mais uma maratona!
    Um verdadeiro exemplo e incentivo para todos nós, corredores!

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    1. Valeu amigo William, só espero que o incentivo seja bom (não aconselho fazer estas maluquices de tantas em um ano, mas eu tinha um objetivo).

      Abraço e boas corridas!

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  2. Fiz loucura também Rinaldo. Foram três maratonas no intervalo de 13 semanas e não aconselho a ninguém, desde que se esteja bem preparado e decidido de que quer fazer tal façanha.
    Parabéns pela ótima participação na prova e foi um prazer imenso revê-lo. Obrigado também pelo comentário deixado lá no meu blog. Reeditei ele e postei o link deste texto lá.
    Grande abraço e boas corridas.


    tutta/Baleias-PR
    www.correndocorridas.blogspot.com.br

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    1. Grande Tutta! Mais uma vez foi muito bom revê-lo e parabéns pela sua audácia também! Vamos ver se a gente cria juízo, até lá continuamos correndo!

      Abraço e até a próxima!

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