segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Entre você e seu tênis

Lá está você correndo aquela prova com camiseta bonita, inscrição cara, tênis top de linha, clima perfeito... e aquela sensação boba de que alguma coisa está rasgando o seu pé em um pequeno ponto, de dentro para fora. Começa com uma leve queimação, vai aumentando, e se a corrida não acabar logo, você termina andando, ou melhor, mancando. Bem vindo ao mundo das bolhas, ou “blisters”, em inglês.

Mas o que fazer quando esta praga resolve atrapalhar seu treino ou corrida? Não sou médico e não vou arriscar nenhum palpite tipo “não fure”, “descanso total”, etc. Na verdade, quero compartilhar com você as medidas que tomei para evitar esta chatice, que até o momento funcionaram muito bem:

meia de corrida tem que ser boa: aquela da banquinha do supermercado só serve para dormir nas noites frias e... para ir ao supermercado. Invista em alguns pares só para corrida, com tecido tecnológico, diferença entre os pés direito e esquerdo, amortecimento e compressão adequada.

meia de corrida tem prazo de validade: eu sei que dá pena jogar uma meia que custou o mesmo que uma inscrição de prova na sacola de doações de roupas, mas não tem jeito. A melhor maneira é anotar quantas vezes já usou um determinado par e tentar descobrir o quanto o seu suor detona a meia e quando é hora de dar uma passadinha na loja de esportes.

seus pés hidratados e macios: fui apresentado a um creme relaxante e hidratante muito bom, este da foto aí ao lado, não muito caro (uns R$ 5,00) e de eficiência ótima. Detesto frescuras de esfrega isto ou aquilo, mas manter os pés hidratados toda noite antes de dormir ajudou em muito a diminuir a frequência das bolhas.

na hora de correr, vaselina: custa muito pouco e ajuda muito a evitar o atrito excessivo. Apenas não faça uma lambança de vaselina, pois seu pé pode começar a dançar dentro da meia e aí o efeito não será legal. Prefiro o tipo sólido, fica menos úmido dentro da meia.

talco talvez não seja uma boa: para evitar aqueles odores desagradáveis que nem lavando o tênis desaparecem o jeito é usar talcos específicos. Mas vale o mesmo conselho da vaselina: se fizer lambança, vai formar uma pasta com o suor e o efeito pode ser desagradável.

Como eu provo que tudo isto funcionou comigo: na 43ª. Corrida Sargento Gonzaguinha tivemos 15 Km de chuva e nem sinal de bolhas. A hidratação da pele, vaselina e meia apropriada permitiram correr o percurso todo com tênis molhado e sem sequelas ao final.

Ajudou? Fique à vontade para complementar com suas impressões sobre o assunto. Lutar contra bolhas é uma guerra, mas dá para vencer a batalha na maioria das vezes.

Bons treinos (sem atrito)!

2 comentários:

  1. Oi Claudio. Adorei as dicas, vou cuidar dos meus pés antes que apareçam a bolhas.
    Bjos e bons treinos
    Dani
    http://correndoemagrecendo.blogspot.com/

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  2. Obrigado pelas dicas Rinaldo! essa da vaselina realmente é muito boa, até em outras partes do corpo como virilha e mamilos. Graças a Deus ainda não sofri com as bolhas, mas a maratona tá chegando, e todo cuidado é pouco...
    Abraços!
    Ismael

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