segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prova Gonzaguinha: muito calor, pouca água

A Yescom vende esta prova como “Preparatória para a São Silvestre” e finalmente eu entendi o motivo: além da distância, 15 Km, outra preparação que o corredor terá é o desgaste com a estrutura do evento, especialmente no que se refere à hidratação.
Mas vamos as fatos...

Esta prova é tão tradicional que já tem 44 anos, e o ponto de partida e chegada é a Escola de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo, localizada na Zona Norte da cidade. Fácil acesso, a largada está a 2 quarteirões do Metrô Armênia, e de percurso totalmente plano, ou seja, convidativa ao extremo. Além é claro da oportunidade de correr a mesma distância da São Silvestre como preparo físico e psicológico para a prova mais desejada pelos corredores.

Mas ao contrário dos últimos anos, onde a chuva caiu para valer no dia da prova, hoje o sol amanheceu com força total, já que a cidade havida sido “lavada” na tarde anterior por um temporal daqueles. Não sobrou uma única nuvem, e o asfalto da Marginal Tietê pegava fogo debaixo dos pés de uns 5 mil doidos que estragaram o dia de quem ia para a região da R. 25 de Março fazer as “comprinhas” de Natal. Marginal parada no Domingo às 08:00 da manhã, só em São Paulo mesmo!

Nem um milímetro de sombra e acredite, o primeiro posto de hidratação estava no Km 4! Igualzinho à São Silvestre, onde só se encontra água na Av. São João, e vamos ver se você advinha em que Km ela está. Ouvia o pessoal falando “água?”, “água...”, “água!” ao longo do trecho que é parte da Fórmula Indy, ao lado do Anhembi, ou seja, eu não era o único que sofria no calor. Daí para a frente o ritmo foi para o espaço, o que importa é terminar antes que o sol suba mais ainda, baita incentivo para apertar o passo. O percurso é realmente plano, até as subidas das duas pontes da Marginal são fáceis, então o que pegou mesmo eram os trechos a céu aberto.

A presença do Marilson Gomes do Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tantas outras conquistas, sem contar seu carisma natural, davam o tom de evento de grande porte. O Marilson venceu e eu ainda consegui tirar uma foto dele antes da largada, onde dava entrevistas e conversava com os outros atletas de elite.

Arremetendo!

Eu até contribuo para o Projeto Tamar de vez em quando, mas as tartarugas não gostam de mim, pelo menos as tartarugas de sinalização. Em junho foi uma lesão causada por um pisão em falso durante uma corrida e desta vez eu quase fui para o chão. Estava correndo lá pelo Km 10, quando pisei em uma delas (será que é isso que elas não gostam?) e já ia fazer um pouso de nariz. Trem de pouso acionado e reverso da turbina no total... Nem pensar, não vai dar, desse jeito o pouso vai ser de barriga!

Recolhi os flaps, subi o trem de pouso, desliguei o reverso, botei potência no motor, nariz para cima, liguei o aviso de afivelar os cintos, puxei o manche para trás e saí arremetendo com leve curva à esquerda, para total espanto do policial que já abria os braços para tentar me segurar. Ganhei altitude e voltei ao nível de voo normal depois de uns 2 metros. Não entendeu nada? Simples, ia doer prá caramba se eu não tomasse uma atitude rápida...

Voltando à corrida

O resto da corrida transcorreu sem problemas até a chegada na pista de atletismo da Escola, com aquela terra preta que entra até entre as moléculas do tênis. Pelo menos não estava o mesmo lamaçal do ano passado, então até consegui dar um sprint final, só para compensar a lerdeza nos pontos de muito sol. Kit espartano: frutas, mini-torrone, barrinha. Camiseta bonita e o mesmo modelo de medalha de sempre, prova da mais completa falta de imaginação. Tempo total de prova: 01:42:35, 7 minutos a mais que no ano passado. Pois é, descobri que gosto de correr debaixo de chuva...

Quem realmente está de parabéns é a Polícia Militar de São Paulo, que mais uma vez abriu as portas para um evento esportivo e que ofereceu total apoio ao corredor ao longo do percurso. Além dos policiais em serviço, os alunos da Escola também sinalizavam e ajudavam os corredores (os caídos inclusive) ao longo dos 15 Kms. Ao final, alguns policiais ainda davam os parabéns aos corredores, numa total integração entre a corporação e os atletas.

Agora é esperar a São Silvestre e tentar aguentar numa boa estas bobagens da organização, que com certeza vão ocorrer.

Parabéns a todos que correram debaixo do sol de hoje, não importa a prova!

5 comentários:

  1. Pois é Amigo, dale sol na cuca, corri a estação Adidas de curitiba, um sol fodastico, mas tudo acabou bem e eu vivi... rsrsrs
    Parabéns por mais uma prova cumprida, mais uma medalha para comemorar...
    simbora...
    www.marlipalugan.blogspot.com

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  2. ---------\\\\|/---------
    --------(@@)-------
    ---ooO--(_)--Ooo-
    Po Rinaldo se chove vcs reclama se faz sol vcs reclamas tem que correr com sol ou chuva amigo...to brincando é isso aeee Parabéns por mais um desafio concluído, pelo que eu tenho lido em vários blogs nesse domingo teve várias corridas pelo Brasil afora e com muito calor. Nos vemos na S.Silvestre.

    Bons treinos,

    Jorge Cerqueira
    www.jmaratona.com

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  3. Oiii, td?
    Apesar de tuuudo, parabéns pela prova. E que a SS seja maravilhosa, para fechar o ano!
    Tudo de bom!
    Abs

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  4. PREVENÇÃO E DIMINUIÇÃO DE INCIDENCIA DE BOLHAS NOS PÉS

    PROTEÇÃO CONTRA ATRITOS E ROÇAMENTOS

    Tente o Creme NOK da linha AKILEINE SPORT, LINHA OFICIAL DA SELEÇÃO DA FRANÇA dos jogos olímpicos de Pekim e outros

    O creme NOK é um creme protetor contra atritos para Preparação da pele submetida às fricções (pés, axilas, virilha, seios,...)

    ele e também usado por diabético na proteção contra atritos

    MODO DE AÇÃO

    Ele limita o risco de acidentes cutâneos: queimaduras, bolhas (flictenas).Reforça a epiderme e a protege dos roçamentos ligados aos equipamentos do esportista e aos roçamentos pele contra pele.Torna o sistema articular mais flexível

    ESTUDOS DE EFICACIA MENSURAVEL:

    Estudos Laboratoriais

    Comparado á uma região não tratada, o produto permite um aumento mínimo da vermelhidão oriunda de roçamentos padronizados no lado do pé dez minutos após aplicação do produto: -9,34%. Este efeito não é mais observado 30 minutos após aplicação: +5,95%.

    Comparado á uma região não tratada, as medições efetuadas no nível do calcanhar mostram um aumento mínimo da vermelhidão oriunda de roçamentos padronizados dez minutos após aplicação do produto: -4,39% e 30 minutos após aplicação: -9,59%.
    consulte os sites ( são sites técnicos e não de venda):

    www.asepta.com ( da França )
    www.asepta.com.br ( no Brasil )

    No site asepta.com.br na pagina "parceiros" ha inúmeras opções onde comprar. Ate pela internet com a Dermatan, Dermexpress e Pharmaweb entre outros................

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  5. Parabéns Rinaldo.
    Confesso que correr no sol não é pra mim. hehe
    Prefiro mil vezes temperaturas baixas ou chuvas, ou os dois juntos que daí o meu tempo é quase de "elite". hehe
    Tá, exagerei um pouco, mas os meus tempos nestas condições que citei são fantásticos.

    Agora, voltando ao seu relato da prova, achei super divertido o trecho do "Arrementendo", confesso que tive que parar de ler porque não agüentei de tanto rir. kkkkkkk
    Desculpa, mais foi muito engraçado.
    Tô rindo até agora. rsrs

    Valeu amigo.
    Será que conseguimos nos encontrar na São Silvestre?
    O meu numeral será o 15.803.
    Abraço.


    tutta/ubiratã-pr
    www.correndocorridas.blogspot.com

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