segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não paramos para ninguém!

Por acaso eu tenho cara de “balcão de informações”? Não? Ah, que bom, você e meu espelho concordam em alguma coisa, mas tem gente lá fora que não pensa assim...

O chato de correr na rua (quando não tem provas, é claro) é ter que eventualmente parar nos semáforos, então o que eu tento fazer é achar uma área onde isto seja minimizado, e uma boa opção é encontrar um aeroporto ou coisa parecida. Neste caso não existem ruas cortando a calçada e que ocupem um bom espaço, suficiente para alguns Kms sem repetição de paisagem. Em São Paulo temos um pequeno aeroporto que também funciona como base militar, o Campo de Marte, e em seu entorno estão o Pavilhão de Exposições do Anhembi, a Av. Brás Leme e a Av. Santos Dumont. Perfeito, além de estar a uns 15 minutos de casa, indo de carro.

O problema é que várias vezes eu já fui parado na região por carros, motos, senhoras e até bêbados para dar informações, em pleno treino! Será que esta gente não se toca que você está, digamos assim, “ocupado”? Houve uma vez que dividi o percurso com cão de rua que ficou ao meu lado por um bom tempo, e acho que até me ajudou em uma dessas situações. Dois sujeitos em uma moto pararam para pedir informações sobre direção (perdidos, como todo mundo que sai da Marginal Tietê) e o bicho parou junto comigo. Se havia ali más intenções, pensaram que o cão era meu, e é claro, averiguaram a possibilidade de um contato mais direto com aqueles dentinhos.

Mas a situação mais ridícula foi durante um pequeno alongamento após duas voltas no circuito (cada volta tem uns 7 Km, por isso ocorrem provas como a Santos Dumont e a Oral-B nesta região). Fiquei um pouco longe do carro, para não chamar a atenção, quando um outro carro com uns 5 marmanjos ouvindo música no último volume parou a uns poucos metros. Um deles saiu cambaleando e eu pensei “bater em bêbado e correr, não estou tão cansado assim”. O cidadão chegou para mim, disse “bom dia” exalando álcool, apontou para seu carro e completou “F-Frank S-S-Sinatra...”, enquanto o cantor de olhos azuis berrava um de seus sucessos no sistema de som, e completou “..muito b-bom!”. Pelo menos quando ficam bêbados melhoram o gosto musical. Concordei com aquele corpo inflamável que tentava se comunicar comigo e este voltou ao carro em uma trajetória errante. Acontece cada coisa nestes treinos...

Pois bem, a questão é que se a pessoa tem que pedir informações, procura alguém “do bem”, e é mais fácil parar um corredor do que um ciclista. Mas mesmo assim, enche o saco ter que interromper seu ritmo e trazer a sua mente que estava em outra galáxia só para explicar quantas ruas o sujeito errou por não ter um GPS no carro!


Já te aconteceu alguma coisa parecida? Sinta-se a vontade para contar sua estória aqui.

Que você tenha mais sorte que eu e termine seus treinos sem interrupções...

11 comentários:

  1. hahahahahahhha
    boa essa...
    pior que é verdade. E o cara nem se toca que estamos concentrados na respiração ofegante para manter um ritmo legal....
    Muito bacana seu texto amigo!
    Bora correr!!!
    Bejins

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  2. Inúmeras vezes. A maior parte para perguntar horas (e pra explicar que o relógio está no modo cronômetro?), algumas outras para pedir informações como essas. Mas a mais inusitada de todas, contando ninguém acredita, foi quando me pediram, durante pleno treino, para ajudar a carregar um guarda-roupa. É mole???

    Abraço e bom feriado.

    Fábio Namiuti

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  3. Rinaldo...
    eu tive um problema com isso também e depois disso fiquei mais atenta aos meus treinos...
    Estava fazendo um treino de subidas e um carro parou eu passando do lado e o homem pediu "por favor, uma informação" eu fiquei até tonta de ter que parar, mas eu fui bem educada e a minha cidade é pequena não imaginei que aquele homem pudesse me fazer mal ou que fosse perder um pedaço por dar uma informação, mas o cara estava mal intensionado menos e tentos me colocar no carro, tive muita sorte por que a policia estava passando por lá no momento, foi um anjo que me protegeu, agora eu escolho as ruas que vou treinar e os horarios com critério...
    Fiquei com muito medo depois disso...
    Agente não deve parar mesmo, hoje eu não para pra ninguém...se bobiar aperto o passo...
    Bjos
    Boms feriado
    JU

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  4. Por sorte aqui em Ubiratã a cidade é pequena, mas já aconteceu de me pararem em treino para pedir informções de onde fica tal lugar, ou coisa assim.

    E lembro ainda que no ano passado (2009) eu estava fazendo um treino leve (trote, por sorte) e dois "caras" pararam com seu carro há uns 200 metros a minha frente após terem passado por mim e um deles saiu com um "negócio" nas mãos.
    Ao chegar mais perto, reparei que os caras eram jornalistas e me pararam pra me entrevistar e tirar fotos em plena Rodovia. rsrs
    E o pior, é que a matéria feita por eles sequer saiu nos jornais. rsrsrs

    É isso aí Rinaldo.
    Abraço.


    tutt@/ubiratã-pr
    www.correndocorridas.blogspot.com

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  5. Fala Rinaldo!!

    Não aconteceu nada parecido, mas chorei de rir com seu post!!! kkkk
    É muito chato ser interompido durante o treino e perder toda a concetração.

    A unica coisa que acontece na lagoa do Taquaral em Campinas é o que eu apelidei de "Paredão Humano de Verão". É só chegar o verão que as pessoas resolvem praticar esporte...com a lingua, pois mais falam do que correm ou caminham, e para piorar a situação ela ficam alinhadas paralelamente ocupando toda a calçada, o que nos obriga a ficar descendo e subindo da calçada para desviar desses paredões.

    Quando eu vejo um papredão desses aproximando, tenho vontade de dar um sprint, seguido de um salto com perna esticada e acertar a nuca, ou seja, dar uma voadora na nuca! rsss

    Abraço

    Leonardo Nista
    www.corroporcorrer.com.br

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  6. Boa Materia, Muito Show
    Vlw, tb pela visita e comentario postado em meu Blog

    Sds
    Giba
    correndopelacidade.blogspot.com

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  7. Se você gosta de corrida de rua, eis a oportunidade de ganhar a inscrição para o Circuito Caixa de Corridas etapa Brasília. O kit está uper bacana!

    Passa lá no blog e se inscreva, é só até dia 11/11 e a corrida dia 28/11.

    www.cuidandodocorpo.com

    Abraços,

    Vânia Almeida

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  8. Ihhh Rinaldo isso já aconteceu comigo varias vezes o foda é quando vc está num ritmo alucinante no treino e tem que parar para dar informações ou parar no sinal...rsss...Uma certa vez eu treinando passa uma rapaz olha para mim e pergunta que horas tinha, fiquei p...da vida e não parei, só disse que o meu relógio não marcava hora e sim só cronometro...e rapei fora...rsss...Quanto a cachorro no longão neste ultimo feriado eu a passar a um certo lugar do percurso que passei uma cachorra de rua começou a me seguir, até gostei da situação da cachorra me seguindo, acho que ela me seguiu por uns 3Kms e como eu estava correndo na rua e também tinha que atravessar ruas eu fiquei com medo de que ela fosse atropelada e parei com a brincadeira de ela me seguir me deu uma pena, mas foi para o bem dela e seguir no meu longão.

    Bom final de semana e boa corrida da Athenas.

    Um abraço,

    Jorge Cerqueira
    www.jmaratona.com

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  9. ótimo post, he he. Não corro na rua, mas quando corro na praça acontece de perguntarem a hora, eu digo que é só cronômetro e sigo correndo. Mas é claro que atrapalha. Outra coisa chata é que passo na porta da estação do metrô e quando chega uma composição é aquele monte de gente ao mesmo tempo para desviar. Mas dá para administrar...
    abraço,
    Sergio
    corredorfeliz.blogspot.com

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  10. Oi, Rinaldo! Pois é, eu fiz um treino na rua e não gostei! No interior, quando vou pra casa da minha sogra, eu costumo correr na rua, mas lá é bem mais tranquilo! Aqui em São Paulo, é quase que impossível, por causa dos semáforos e ruas movimentadas! Mesmo assim, tem muita gente treinando nas ruas!
    Esta dos bêbados foi demais! Kkkkk.

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  11. Para quem treina na rua, tem que viver com essas situações, sem estressar. Eu já me pelei de medo várias vezes em rodovia. Azar o meu por ter ido lá. Já teve situções divertidas, como dizer, estou indo para lá, siga-me.

    abraço do claudio dundes

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