terça-feira, 5 de junho de 2012

Corredor não é Jogador de Futebol!

Quem me conhece ou passa sempre por aqui já sabe: eu não acho a menor graça no suposto esporte oficial nacional, conhecido como “Futebol”. Minha opinião é simples: não vejo graça em ficar assistindo 22 marmanjos de calção correndo atrás de uma bola durante uma hora e meia. Mas mesmo assim, parece que os instintos de “chutar objetos redondos infláveis” está na genética do brasileiro, e eu quase paguei caro por isso.

Estava eu lá em uma das raras escapadas ao Horto Florestal na Zona Norte de São Paulo, local ótimo para prática de corrida durante a semana, quando ao passar perto do campo de futebol um daqueles projéteis esféricos veio na minha direção. Estava eu totalmente aquecido depois de uns 45 minutos de corrida, no meu ritmo, e fiquei com aquela sensação de “pena” do cidadão que vinha desesperado atrás da fujona pelota. Em linha reta, como um animal de estimação que não te vê há muito tempo, o treco só faltava estar com a língua para fora e abanando o rabo. E os instintos tupiniquins primatas que habitam o meu código genético falou mais alto e “Pimba!” tasquei-lhe um pontapé de volta ao seu dono (na analogia, eu jamais faria isso com o animal de estimação).

Curiosamente, eu que nunca tive habilidade para chutar uma bola em linha reta, devolvi a gorducha para o esbaforido jogador, que agradeceu e voltou à sua partida. Veja bem, eu não chutava uma bola desde... bem desde da época em que o Ritchie emplacou nas paradas de sucesso com “Menina Veneno”. Na escola eu era sempre o último a ser escolhido para os times, ou melhor, eu “sobrava”, mas curiosamente todo mundo queria a minha companhia no dia das provas escritas. O que eu estava pensando? Poderia ter acertado uma criança, uma das capivaras do lago ou até mesmo a Estação Espacial, destruindo uma das janelas e lançando os pobres astronautas no vácuo! Eu não tenho habilidade para esportes de bola, devo ficar longe destes seres preenchidos de ar em seu interior!

Mas aonde eu quero chegar, quase mancando, é o que vem a seguir. Aproximadamente 3 horas depois eu comecei a sentir uma dor danada na região da perna boba que se aventurou a chutar a bola. Como este não é um esporte que pratico, mais a falta de musculação (já sei, já sei), o resultado não poderia ser diferente. Fiquei o resto do dia com aquela sensação ruim e o pensamento “falta menos de dois meses para a Maratona do Rio, a última coisa que preciso é uma lesão!”. Gelo ao final do dia, tornozeleira e promessas ao universo de que não faço mais isso (e de que não como mais doces também, mas esta parte você não precisa acreditar).

Resumindo: corredor, tome cuidado no que inventa em fazer quando tiver uma prova alvo no seu radar. Uma simples bobagem como esta pode custar caro para o seu treino! Se não joga futebol ou luta Muay Thai, não é hora de começar, deixe para depois da prova.

E aproveitando, se você for um dos meus vizinhos de prédio: sim, de manhã bem cedo eu fecho a porta com um estrondo de tremer a torre, para descontar de vocês berrando à noite na hora do jogo!

P.S.: você não sabe quem é o Ritchie e nunca ouviu “Menina Veneno”? Super-gêmeos, ativar...forma de um videoclipe lá dos anos 80:

Ritchie - Menina Veneno


14 comentários:

  1. Futebol e corrida não combina viu...Newton fazia os dois até ter um lesão seria e ter que optar por uma,uma pena ter escolhido a bola =( melhoras!

    Fabi =)

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    1. Realmente não combinam, o risco de um esporte causar lesão no outro é grande.

      Valeu, já estou melhor!

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  2. Que maldde no seu coração Rinaldo. Isso é amor não correspondido pela bola, fala a verdade. hehehehe

    Eu também não tenho muitas habilidades com a bola nos pés, então joguei por muito tempo tentando impedir que a pelota balançasse as redes (e com bom desempenho).

    Provavelmente você se emolgou com o chute e esticou um pouco de mais a perna. Mas não se preocupe, essa lesão passa rápido mesmo.

    Abraços
    Corridas do Luizz

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    1. Pois, eu e a bola não somos compatíveis.

      Já melhorou, passou rápido mesmo.

      Abraço!

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  3. Mas afinal, Rinaldo, a dor passou? Foi somente um susto? A próxima vez que tu passar por uma bola pega com a mão mesmo.kkk
    Forte abraço e bons treinos para Maratona do Rio.
    Helena
    correndodebemcomavida.blogspot.com

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    1. Sim, passou, durou só aquele dia. Mas o susto foi grande, pois eu tive uma lesão antes da outra Maratona do Rio e não queria um remake daquele stress todo.

      Valeu pela preocupação, abraço!

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  4. partilho do seu espirito em relação ao futebol
    bons treinos......

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    1. Ainda bem que não sou o único.

      Abraço e bons treinos!

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  5. Claudio!!!

    Estou morrendo de rir!!! "E os instintos tupiniquins primatas que habitam o meu código genético falou mais alto e “Pimba!” ".

    Você vai correr a Maratona de São Paulo? Que tal um treininho de 25k???

    Fique loge das Jabulanis!!!

    kkkkkk

    Beijão!

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    1. Agora que a tal dor já passou, sim, eu vou nos 25K, não estou afim de me estressar com os 42K do formato da nossa Maratona, que por falta de bom senso de algumas pessoas começar tão tarde.

      Vou guardar o tênis para a Maratona do Rio!

      A gente se vê lá nesse treininho de 25K!

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  6. Rinaldo, eu tenho que te apresentar para uma professora recém-chegada do Japão que disse que quer conhecer um "brasileiro que não gosta de futebol", pois ela disse que a imagem que ela tem de um brasileiro é de que "todos gostam de futebol, todos conseguem sambar e adoram Carnaval". Uma coisa que ela já viu é que "não moramos na selva" e que o cartão postal de São Paulo não é foto de NYC! Rsrsrsrs. Brincadeiras à parte, na minha opinião (eu tb ficava de escanteio nos jogos de Educação Física), se tivessem profissionais devidamente treinados para as aulas de Ed. Física na época em que eu estudei, acho que já teria achado as corridas de longa distância há muito tempo! Rsrsrs. Bons treinos!

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    1. Realmente, eu sou tratado como alienígena por não gostar de Futebol, mas ninguém pode me obrigar.

      E como você disse, a questão é a tal "Educação Física" que propositalmente segrega quem não tem muita habilidade com alguns esportes, ao invés de desenvolver os alunos.

      Bons treinos!

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