segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Corrida Vertical: chama o síndico!

Muita gente não acredita que existe, mas eu posso te garantir: esta é a 4ª. vez que participo de uma Corrida Vertical, ou seja, subir correndo, de preferência desembestado, até um determinado andar de um arranha-céus. Quem não é do mundo das corridas logo pensa “que é isso, coisa de doido!”, mas os demais simplesmente fazem aquela cara de babão e dizem “eu quero! onde encontro isso?”.

Na verdade há um circuito mundial de corridas deste tipo, geralmente nos grandes edifícios do planeta em uma meia dúzia de países. O Brasil está timidamente entrando neste circuito, tanto em número de provas quanto em altura (ou quantidade de escadas, se preferir), mas com algumas boas participações. Você pode saber um pouco mais sobre estes eventos no site Corrida Vertical. Mas vamos ao que interessa.

O mais legal é que tanto esta quanto as outras 3 participações foram gratuitas, e muito bem organizadas com a parceria entre empresas/órgãos que sediam as competições, prefeitura e patrocinadores. As inscrições esgotaram-se rapidamente, como em qualquer evento sem custo da atualidade, e por uma sorte danada eu estava na hora e momento exato fuçando aonde não deveria, ou seja, no Facebook e vi alguns colegas comentando sobre a edição deste ano. Só havia um
problema: no dia seguinte eu correria a Maratona de São Paulo, 42 Km, e teria que na véspera subir 21 andares de escada correndo. Prudentemente ponderei os fatos por uns 4,5 segundos e resolvi fazer a inscrição.

No sábado, 18/10, fui para o prédio da Editora Abril na Av. Marginal Pinheiros em São Paulo e cheguei para retirar o kit. Eu e mais uma fila gigantesca que dava voltas na área reservada à estrutura do evento. Foram uns 45 minutos de espera, mas tudo bem, estava com tempo de sobra. Um guarda-volumes e uma farta mesa de comes e bebes à disposição dos corredores, além de uma área de massagem para o final da prova. Aliás, comes e bebes muito interessantes, acho que me empolguei com a
variedade, sem maiores consequências estomacais. Ainda encontrei diversos colegas, entre eles o Fábio Namiuti e o Corretor Corredor, que estavam animados com o desafio.

Divididos em baterias, os corredores eram liberados de 5 em 5, com instruções bem descontraídas do staff, que indica que deveríamos passar um por vez na entrada da escadaria, já que a porta era estreita. E lá vamos nós de novo, 30 metros da largada até a porta, e cada um no seu ritmo. O mais legal foi ouvir de diversas partes “amanhã tem 42K!”, ou seja, todo mundo num ritmo conservador. Curiosamente cada andar possuía uma placa dizendo “não corra nas escadas”, mas acho que isto só valia para os funcionários que usam o prédio no dia a dia. Aqui não tem ninguém normal.

Após 05:03 cheguei ao 21º. andar, 504 degraus, sendo que não corri necessariamente em todos. Muitas vezes subindo de 2 em 2 degraus, ou mesmo “na boa”, sem preocupação com o tempo final. O que importa é que não parei para respirar em lugar algum do trajeto, um
bom indicador para o desafio do dia seguinte. Muita gente se pergunta o que há de diferente nestas corridas em termos de esforço, sendo que além dos grupos musculares serem um pouco diferentes, também há a questão do espaço confinado, que é muito diferente de correr na rua ou até mesmo esteira. Mas não deixa de ser divertido, e se o síndico do seu prédio deixar você treinar, com certeza vai conseguir fazer uma boa prova.

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