quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cumprindo (sem dobrar) a meta na Maratona de Curitiba 2016

Se tem uma pergunta que me deixa doido da vida antes de uma corrida é a pergunta “vai fazer em quanto tempo?”. Mesmo em uma prova de 5 Km fica difícil dar uma previsão exata, em uma maratona então, adivinhar em quanto tempo se consegue terminar os 42.195 metros da largada até a chegada, pior ainda. Mesmo assim, eu havia definido um número que julgava possível que era uma meta a ser cumprida ainda neste tumultuado ano de 2016: 4 horas e 30 minutos, ou menos, quem sabe, se o vento estivesse a favor. Por “vento” entenda-se tudo que está envolvido ao enfrentar os 42 Km.

O que mais preocupou na edição deste ano, pelo menos para mim, começou há mais de 2 meses, quando as inscrições da prova não demonstravam sinais claros de que iriam iniciar. Devido à uma outra necessidade, entrei em contato com o antigo organizador, a Latin Sports, que vinha satisfatoriamente promovendo o evento nos últimos anos e aproveitei para lançar a pergunta sobre esta edição. Fui informado que não iriam organizar a prova, mas que acreditavam que outro organizador tivesse assumido. Faltando então os tais 2 meses, o site do organizador Thomé e Santos Eventos Esportivos passou a disponibilizar as inscrições para as distâncias de 5, 10, 42 Km e 21 Km revezamento. Uma pena que não tenha sido um pouco antes, pois eu tive a oportunidade de comprar passagens aéreas para
Curitiba para o final de semana da prova por um preço abaixo de uma passagem de ônibus, mas devido à indefinição resolvi esperar até a confirmação da prova.

Por não conhecer o organizador não sabia o que nos esperaria, mas confesso que fiquei muito satisfeito com o resultado final. A divulgação das informações poderia até ter sido enviada aos corredores (retirada de kits, horários, etc.), porém estavam claras no site do evento, e diga-se que quem quer vai atrás da informação correta. Novamente a retirada dos kits aconteceu em uma loja de esportes, da mesma rede da mesma do ano anterior, porém em outro local. Kit muito bonito para uma prova de valor R$ 94,00, com sacola, camiseta, viseira, número de peito e chip descartável, além de uma saborosa caixinha com 6 barrinhas de cereal. Com a largada no Centro Cívico, já tradicional da prova, optei por um hotel próximo, mas uma feliz surpresa ao ver a qualidade do Hotel Confiance, situado a menos de 1 Km da arena principal.

No dia da prova, tudo organizado como sempre, apesar de que desta vez não precisei dos serviços do guarda-volumes, que no ano anterior haviam sido uma verdadeira dor de cabeça para os corredores. Fiquei apenas um pouco decepcionado com a largada dos 42 Km às 07:15, esperava que fosse às 07:00, porém este foi o horário inicial das baterias feminina e em seguida cadeirantes. Temperaturas próximas dos 10 graus no horário de largada, mas o sol já mostrando que este seria um dia claro e com possibilidade de esquentar ao longo do período. No meu ritmo previsto, consegui manter a velocidade que pretendia, inclusive com as diferenças de altimetria que massacram o físico dos corredores neste já conhecido percurso.


E assim fui, precisando caminhar apenas em uns 2 ou 3 pontos após o Km 35, mais por cansaço do que por dores, mas também no sentido de gerenciar o que faltava de distância e a meta de tempo. Também administrei 3 sachês de carboidrato ao longo do percurso, que mais ao final é regado a Coca-Cola e alguns postos de isotônico pelo caminho. Na reta final, mantendo um bom ritmo de subida (quem
no planeta imagina fazer um percurso de maratona que termina em aclive???) passei a chegada com 04:31:08 pelo tempo oficial. Resumindo, menos de 2% de erro na previsão, o que digamos, não é fácil em uma distância onde tudo pode acontecer. Nada mal, missão cumprida, tirei mais 5 minutos do meu melhor tempo de 42 Km e comparado com o resultado de 2013 na mesma prova, mais de uma hora.


Parabéns a todos que participaram e concluíram as distâncias, e mais ainda ao organizador pelo excelente trabalho!

Mas peraí...

A reclamação de todo ano

Alguém explica como o povo curitibano, tão educado, que nos trata com sorriso no rosto e dedicação, se transforma em monstro quando está atrás do volante no dia da maratona da cidade? De novo esta reclamação, a prova traz dinheiro para a cidade, o comércio, movimenta de forma saudável um país em crise e uma população sedentária. Por que esta ignorância toda de buzinar, ofender corredores, brigar com staff e até com guardas de trânsito durante o evento? (sim, eu vi tudo isso). Concordo que houve um erro grave de falta de divulgação, a própria prefeitura deveria ter espalhado faixas pelas ruas avisando sobre o evento, mas mesmo assim a falta de respeito falou mais alto que as buzinas.

Outra reclamação que registro aqui é a quantidade de ciclistas de “apoio” ou mesmo aproveitando as ruas fechadas para pedalar. Cada placa de quilometragem da prova trazia o símbolo de “proibido bicicletas”, mas mesmo assim os corredores tomaram várias finas dos ciclistas. Será que não passa pela cabeça destas pessoas o estrago que seria para um corredor ser atingido por uma bicicleta? Mais um ponto negativo, que depende somente da boa educação de todos.

(olha, se você é curitibano e não se encaixa no perfil acima, não me leve à mal, é como diria um chefe que eu tive na hora de bronca: "é para todos e para ninguém específico...")


4 comentários:

  1. Olá Rinaldo, excelente prova. Parabéns.
    Também achei muito bonita a medalha.
    Abraço. Estarei na São Silvestre daqui a alguns dias. rsrs
    Valeu.


    tutta/Baleias-PR
    www.correndocorridas.blogspot.com.br

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  2. Excelente notícia! Vou dar uma passada lá para encontrá-lo!

    Abraço e boa prova!

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  3. Essas duas questões (ciclistas e motoristas) têm sido uma constante há mais de dez anos. Participo desde 2004 e desisti de reclamar. Ignoro os motoristas. Tento ignorar os ciclistas. Já forcei a passagem deliberadamente num grupo de quatro, derrubando dois. Foi um dia de fúria. Agora só os ignoro.

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    1. Olá Ivo,

      Espero não chegar na mesma fúria que você relatou, ainda mais que gosto muito desta prova e mais ainda da cidade de Curitiba, mas um pouco de conscientização realmente seria interessante nas próximas edições.

      Abraço e boas corridas!

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