segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Aquathlon Solidário de Natal: voltando às origens

Tem coisa melhor que voltar aonde tudo começou? Ou melhor, não tudo, mas aquele “braço” que sai da estrada e leva você para outros caminhos, e neste caso, sem volta. Antes de falar do Aquathlon Solidário de Natal deste último domingo, um pouquinho da minha história...

Tudo começou lá em 2010, onde no final do ano eu havia comprado uma Caloi 10 só para variar um pouco da mountain bike de vez em quando. Pouco tempo depois apareceu uma oportunidade de participar de um pequeno
triathlon (leia em Meu Primeiro Triathlon!) e lá fui eu ao PET – Parque Esportivo do Trabalhador aqui em São Paulo enfrentar uma distância simbólica no esporte de tripla modalidade. Nadar, pedalar, correr, na sequência, sem descanso. Como eu comecei o outro post: “no que foi que eu me meti agora?”. Tudo bem, 200 metros de piscina, 4 Km de pedal e 1,2 de corrida. Missão cumprida.

Dizem que a corrida tem um “bichinho” que quando morde você não vai encontrar antídoto e fica viciado de cara, toda semana procurando provas e treinos. Mas o “bichinho” do triathlon injeta o veneno mais fundo, e a abstinência é na maior parte do tempo, longa. Além de ser um esporte caro, exige logística diferenciada, e não é qualquer organizador que põe a cara com um evento dominado por um público elitizado. Como diz a piadinha: “Minha mulher disse 'eu ou o triathlon!'. Vou sentir saudades dela...”.

Bom, não chegou a tanto, mas daquele dia em diante, nadar e pedalar viraram parte da minha rotina. Seja como for, até hoje eu não me considero triatleta, sou mais um entusiasmado pelo esporte do que qualquer outra definição mais séria.

O bom filho a casa torna...

Então, mais uma vez eu recebo um e-mail da SPTRI informando de uma prova organizada pela Brasil Fit no mesmo parque, desta vez um Aquathlon (500 metros de natação + 3 Km de corrida) em um final de semana sem nenhum evento marcado. O preço: um brinquedo a ser doado para uma instituição neste Natal (isto não é preço, é solidariedade!). Fiz a inscrição na hora, e no ensolarado domingo estava eu lá.

Brinquedo entregue, recebi camiseta e número de peito com chip descartável colado no verso. Está ótimo, vim aqui para o evento, não para levar bugigangas! Divididos
em baterias por faixa etária e modalidade, os participantes caíam na água para um trajeto pauleira para quem está acostumado com a tradicional piscina semi-olímpica (25 metros): 100 metros até a primeira boia, 50 até a segunda e mais 100 metros, repetindo o percurso para dar 500 metros. Teve muito sabichão que aproveitou a piscina rasa para caminhar. Para vocês, um aviso: quero ver você fazer isso no mar ou na represa! Minha consciência está limpa, foram 500 metros de braçadas.

Saí da piscina como um dos últimos da bateria, mas eu não cobro resultados de pódio do meu corpo, quero completar no meu ritmo. Transição rápida colocando o número de peito já ajeitado na cinta elástica, meia e tênis, lá vou eu. E o percurso tinha subidas, para completar o desafio das duas voltas de 1,5 Km. Pronto, mais uma missão cumprida, 30:42 passaram muito rápido, quero mais!

Pequenas falhas

Não é crítica, mas sugestão para este tipo de prova: cheguei, vi a lista com meu número e fui retirar o kit. Entregaram sem conferir documento ou pedir assinatura, só marcaram “OK” na lista. Eu poderia dizer que era o Michael Phelps e pegar o número dele, entende? Mais controle nesta hora, aqui é um país de gente muito “esperta”!

Mas o que deu nos nervos não foi culpa da organização, apesar de que um pouco de ação do staff teria evitado: gente caminhando pelo percurso de corrida, como se nada estivesse acontecendo! Quem conhece o PET sabe o tamanho do parque, mas mesmo assim alguns paquidermes insistiram em andar em fila dupla no circuito! Gente folgada e mal educada, como em todo lugar.

Até lá eu sou reconhecido!

O colega Miler da Exercitt me encontrou lá e conversamos um pouco a caminho da área de transição. Um fato curioso que ele lembrou: no triathlon lá em 2010 eu estacionei a bike ao lado dele e nem percebi, de tão assustado que estava naquele evento! Mais adiante encontrei o Ademir do blog Iron Man que está pegando o gosto por eventos de múltiplos esportes, já tendo participado também do Duathlon de Guarulhos. Muito legal encontrar estes guerreiros antes da largada!

E qual a graça dos “...athlons”?

Simples: você se sente um “Transformer”, tá lá na maior pauleira nadando e tem que mudar a mecânica para a corrida ou bike, ou sai da bike e começa a correr, enfim, é uma adrenalina e tanto!



Não experimentou ainda? Tá esperando o quê?

Confira também a matéria no site da SPTRI:
Aquathlon Solidário de Natal atrai novos praticantes e arrecada uma montanha de brinquedos


6 comentários:

  1. legal te encontrar. Parabéns pelo Blog..sempre atualizado e com postagens muito interessantes e reais.Muito bom! com certeza vc transmite a realidade sem enfeites. um grande abraço!

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    1. Valeu Miler, muito bom revê-lo!

      Parabéns pela prova e até a próxima!

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  2. Deve ser show de bola um evento desses ... Às vezes penso em fazer algo do gênero ... Meu carinho.

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    1. Com certeza, vale a pena mesmo em distâncias mais curtas, pelo menos para variar um pouco das corridas.

      Bons treinos!

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  3. Nossa , deve ser muito massa
    Comecei a correr provas em março e de la pra ca ja são 13. Sempre corrida em todos os tipps de terreno maos aonda não da pra encarar o mar. Admito muito vcs

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    1. É bem legal mesmo, recomendo este tipo de prova para variar um pouco das corridas.

      Você tocou em um ponto importante: encarar o mar. Não é fácil, o jeito é treino mesmo, de preferência em águas abertas como represas e lagos, mas sempre supervisionado (nunca nadar em águas abertas sozinho!).

      Boas corridas!

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