sábado, 24 de julho de 2010

Considerações finais sobre a Maratona do Rio 2010

Agora que o efeito dos Dorflex e antiinflamatórios já passou, é hora de ponderar um pouco sobre mais uma Maratona, participação e organização. Foi a minha terceira, então ainda tenho muito o que aprender, mas já dá para separar algumas impressões. Afinal, não é uma prova que se faz todo mês, sendo aconselhável para o corredor mediano não exceder duas dela por ano. O desgaste de uma prova de 42 Km não é fácil de ser recuperado por um organismo que não é totalmente dedicado ao esporte, como é o caso da maioria de nós mortais. Quem vive do esporte ou tem uma genética favorável já consegue até enfrentar provas maiores ou mesmo mais maratonas em um curto período, mas a grande maioria que hoje lota as provas, lojas de tênis, blogs de corrida e consome todo tipo de tranqueira de “running” não pode abusar dos limites do corpo. Então vejamos...

Organização

É opinião minha e de outros blogueiros que a Maratona do Rio de Janeiro foi muito bem organizada, além das provas de Meia Maratona e Family Run. Todo mundo curtiu e poucos reclamaram, aliás, reclamar de uma coisa ou outra é normal, o problema é quando uma série de fatores tira as pessoas do sério e estraga o evento.

O pessoal da Meia tem toda a razão de ter ficado p... da vida com a interferência da Rede Globo. Segundo informações de pessoas que tem contato com a organização, ninguém chamou a emissora lá, eles apareceram e atrapalharam. E dizem que não foi transmitida coisa alguma no tal horário, só entraram e muvucaram. Já que querem fazer o “circo” de sempre, esperem pela Meia Maratona do Rio no próximo mês, que é deles (largada às 09:00...) e aprontem o que quiserem.

O único ponto realmente falho foi no direcionamento aos locais de largada da Meia e da Maratona, que deveriam estar sinalizados desde o início das interdições pelas avenidas principais. Como foi o caso dos nossos motoristas, nem todo mundo conhece o Rio tão bem para conseguir adivinhar em que rua paralela à praia entrar para chegar às áreas de largada.

Eu não tive oportunidade de conhecer a tal feira de entrega, pois o pessoal da Equipe Tavares retirou nossos kits, mas vi pela TV e com certeza foi muito melhor que em SP (se é que aquilo é uma feira...).
E seguindo a tendência das grandes maratonas, o corredor é valorizado pelo comércio de turismo, como nos panfletos ao lado, que oferecem descontos e opções especiais para quem participa do evento.

Apesar de ter sido entregue um sachê de gel de carboidrato, o ideal teria sido distribuir outros ao longo do percurso. Eu levei dois, deveria ter levado este terceiro e teve horas em que pensei em parar nos quiosques abertos para comprar um pacote de Ruffles... (tudo a ver, ia ser uma cena ridícula!). A hidratação estava fantástica, tanto que deixei até de pegar água em uns dois postos devido ao clima, e ingeri 1 litro de Powerade distribuído nos dois postos de isotônicos bem posicionados.

Participação (a minha, é claro!)

Eu realmente não poderia ter enfrentado uma distância dessas, mas não sei desistir fácil, além de já ter fechado o pacote desde Maio. Em homenagem ao meu médico e para me lembrar do que estava fazendo, deixei no começo do playlist do meu MP3 player “Breaking all the rules” (Quebrando todas as regras) do Peter Frampton... Na véspera, tomei informações de como voltar para o Flamengo com transporte público ou táxis, caso tivesse problemas. Levei um dinheiro extra para o táxi, caso precisasse cruzar metade do Rio, verifiquei linhas de Metrô e decorei alguns pontos chave do mapa. Mas, graças à Deus, deu tudo certo.

Quanto ao tempo total de prova, logo que fechei o pacote pensei em fazer o melhor para conseguir terminar abaixo de 5 horas, mas a lesão impediu treinos mais intensos. Nada de 5 Km de esteira ou 25 Km no final de semana. Apesar de ter participado das outras 2 provas menores que já estava inscrito (Super 9K e SESC Santana), fui na boa para evitar estragar mais ainda. Sub-5-horas, talvez numa próxima.

O que ajudou a manter o pique foram as aulas de boxe (acredite!) pelo condicionamento físico e algumas escapadas de bike, além da musculação que detesto mas que virou aliada para não deixar o corpo descansar totalmente. E para completar, meu “doping” sonoro, onde coloquei as trilhas da série “New World Disorder” (ah, não me culpe, duvido você correr ao som de Ray Conniff...)

Próximas?

Se eu estivesse legal, pensaria em Curitiba, apesar dos últimos relatos não terem sido tão animadores, mas vamos deixar para o próximo ano. Porto Alegre parece uma ótima opção, já está no meu calendário, e Florianópolis uma incógnita devido ao clima, ambas para 2011.

Uma coisa eu já resolvi: dificilmente vou me desgastar na Maratona de São Paulo, salvando o organismo para as demais.

E a Maratona do Rio? Provavelmente, eu volto!

Boas provas, maratonas ou não!

(obrigado a todos que passaram pelos posts da Maratona e deixaram comentários, com certeza vou levar em consideração o conselho de vocês para não forçar demais!)

3 comentários:

  1. Li este relato com atenção; devo concordar com 100% das afirmativas e ressaltar quão importante é limitar-se a duas maratonas anuais, o que meu treinador defende há tempos. Vejo com preocupação vários amigos enfrentando uma após outra, esquecendo que a recuperação duma prova exaustiva dessas requer meses de cuidados. Enfim, cada um sabe como organizar suas loucuras. E escrevo aqui para confirmar que concordo com suas ponderações. Mas acho que enfrentarei Curitiba este ano, a despeito da severidade do itinerário e o mau humor dos "chauffeurs". Assim sendo, concluida a de Porto Alegre, resta-me Curitiba. O que não é pouca coisa...

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  2. Oi Rinaldo, primeiro, obrigada pelo selo, irei postar em breve...Fiquei feliz em ser escolhida de verdade...
    Belo relato, eu sempre aprendo muito aqui...
    Bjinhos
    Boa semana
    Ju

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  3. Oi, Rinaldo! Parabéns pela maratona do Rio! Pelo jeito, todo mundo gostou muito desta prova! Vamos ver se no ano que vem, não coincide com nenhum evento de trabalho para eu poder ir!
    Bons treinos!

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